fatima's profileÉ tudo meuPhotosBlogListsMore Tools Help

fatima abreu

Occupation
Interests
Neste espaço, os textos publicados são de minha autoria, por isso o título escolhido. Um dia pretendo reunir todos eles e transformá-los num livro para concretizar o meu sonho de escritora. Além disso, eu normalmente sou bem humorada. O riso é a marca registrada. É lógico que de vez em quando fico triste, mas logo, dou uma sacudida e ponho a tristeza pra correr. Os problemas de hoje serão mótivos de riso amanhã, então vamos começar a rir logo hoje.

Windows Media Player

É tudo meu

até onde der
10/9/2009

Florindo

Se eu pudesse ser por inteiro 
 
o pensar atônito diante da criação assim expressaria.
 
A flor e a sua promessa de uma fruta doce.
9/29/2009

Retratos

 
 
Já rasguei fotos quando julgava anular momentos de contentamento
 
hoje amargos.
 
Verde ainda, acreditava na destruição como fonte geradora a seguir.
 
Imagens, redutos de ácaros, perdidas na memória
 
trancadas numa gaveta qualquer, apenas bolsões do tempo,
 
pálidas retratando fios da meada da vida.
 
As digitais são deletadas ou editadas,
 
substituindo ou anulando detalhes
 
 que a mente registra no flagrante instântaneo.
 
5/11/2009

Horizonte

A vivência é algo reprovável
quando o firmamento esquecido
não retem a luz pelo meu retardo
 
Sou em momentos, um banco à espera
de um cansaço solidário
torne-se companhia
 
Indiferente para a natureza, uma vez morta,
transformada na criação humana, finita
 
A luz no horizonte convida
No recosto, uma mente sobrecarregada
lança ao largo um apelo de vazio
 
2/12/2009

Nem tudo é móvel

 
Nem tudo é fixo.
 
Exceto o pensar
 
Latejo infinito.
 
Uma prova de vida
 
De restauração do ser.
 
 
 
1/16/2009

Fala

Há momentos que falo e preciso ser ouvida.
 
Noutros, é bom que ninguém me escute.
 
Na maioria das vezes, eu preciso aguçar
 
os sentidos do ouvir.
1/8/2009

Emoção

 

As cores da natureza pertencem a íris

O gráfico colore o cérebro

que flagra

a emoção de estar viva

com a convivência divina.

 

imagem http://prateteraqui.blogspot.com

 

 

 

1/2/2009

Fascinio

O abandono me fascina
Não digo o estar abandonada
A atração é para o deixado para trás
O que parece esquecido
 
Manchas na parede
Tintas vencidas pelo tempo
Poeira dominada pelo vento do olvido
 
Vejo a marca do relógio que parou
Sinto vida no cinza largado por vivas mãos
Pálida lembrança
De intensos momentos
12/9/2008

Bem querer humano

Nada é mais humano do que rir do outro
E bater toda a sua raiva no próximo.
 
 
 
Nada é mais angelical do que sorrir com o outro
E acariciar a face para conter a raiva próxima.
 
 
11/5/2008

Estátua

 
Em algum momento,
 
o desejo da fama me sacudiu
 
queria ser lembrada,
 
uma estátua na praça próximo à minha casa.
 
Seria talvez, mais concreta.
10/22/2008

Espreita

O pensar espreita a idéia,
que foge.
 
A idéia espreita a ação, que executa.
 
A ação depende do pensar que não se esquiva.
 
Em todo momento, é impossível não sentir a natureza
 
que me espreita.
10/13/2008

Azul

O azul tem uma forte atração.
 
É a sinalização do caminho que vai longe
E que em muitas ocasiões,
 
Alcançamos sem o cansaço
 
Das horas,
 
Sem as pedras no caminho.
 
 
9/29/2008

Universo

O escrever tem um quê de carência.
É necessária a leitura de olhos atentos, observadores, que não vacilam diante
do que se diz.
 
O ler é um reter da emoção que o outro move, ignorando quase sempre
o que pode causar.
 
É necessário escrever. As palavras vão para o universo que o poeta fita.
9/5/2008

Razão e emoção

A razão é uma emoção moderada.
 
A emoção tem razões para atingir os céus.
 
Entre a razão e a emoção fico com as duas.
 
Sou assim: emotiva por razões infindas
 
Racional por me emocionar com a palavra,
 
a letra que tem razões de ser.
7/14/2008

Exibição

pavão albinoPara nós, o animal em si é um exibido. Esquecemos que a beleza fundamental para a exibição é uma prova inconteste do que a realeza natural impera. Enquanto nós outros enfeitamo-nos escondendo o feio e inventando o belo.
 
 
7/10/2008

Raridade

Raro para o triste é conhecer a alegria.
Difícil para o alegre é conhecer a tristeza.
 
É por isso, que quem se hospeda nesses provedores, surta pelo caminho e se perde em destinos sem luz.
 
Quem sabe a reunião dos dois eclipsaria os tons defendidos e implodiriam num arco - íris.
 
Da nuvem de cores, o lilás cura a dor, que se despede para não mais voltar.
 
Seja lis, lilás.
7/8/2008

Clareza

 
Reclamo clareza com precisão desconhecida.
 
Ela surge. 
 
Perdida, mais uma vez, apenas vejo na superfície
 
o que é mostrado a fundo.
6/30/2008

Perspectiva

Com quantas flores dá para medir o prazer de recebê-las?
 
Uma me transporta a alegria de saber que sou lembrada.
Duas flores alegram o ambiente que convivo.
Três delas colorem o pensar altivo.
Quatro flores são pares de lembranças que se prolongam.
 
Acima desse número, não é exagero. É uma forma de expressar que prazer não se mede.
6/18/2008

Ignoro

Já me cobraram quebra do silêncio. Ignorei.
Reclamaram-me palavras não ditas, não escritas.
 
Só nunca me perguntaram por que razão calei-me.
5/16/2008

Recosto

O que há de mais concreto na natureza serve de recosto  para o que pode se tornar mais frágil.

A interpretação limitada me informa que a beleza não perdura, mas é o que mais me comove.

5/6/2008

Rotina

 
O pensar é uma rotina necessária.
 
Contínuo por natureza, é o terminal da mente que não é passageira.
 
É o transporte da idéia do ser.
4/2/2008

Surpresas

Para evitar surpresas fatídicas, escondi-me usando palavras sem cor,

 

sem imagem, sem som.

 

Queria ser a grande surpresa do mundo e como aluna dessa grande escola, muitas vezes

o espanto me flagrou.

 

Quedei abismada, agradecendo porque descobri que sempre é preciso levantar-se.

3/28/2008

Unidade

 
A beleza faz sombra para quem não percebe
 
 o colorido da promessa da vida contínua.
 
Entre a vida e a sombra está o caminho para ascensão.
3/10/2008

Amar é

É ter coragem de seguir adiante mesmo quando jura não acreditar no que sente.
2/29/2008

Sobreviver

Estava vendo o corpo fenecer e mudar a estrutura.
 
Saudade enorme do sorriso, do som da voz, do brilho do olhar.
 
Melancolia aflita para quem tem pressa do reencontro.
 
Chamamos de morte o adeus!
2/19/2008

Caminhos

Há tantos caminhos a seguir e quedamos assim parados
 
sem a inspiração guiadora.
 
Para alçar vôos nem sempre é preciso asas plumadas.
 
Photo 1 of 12